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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lançamento do livro e filme Os coletores

Olá, pessoal

Hoje não vou resenhar nada, apenas dar uma super dica para quem, como eu, adora filmes e livros, e principalmente quando as histórias saem das papel e vão para a telona. É o caso de Os Coletores, de Eric Garcia, lançamento da Suma das Letras/Objetiva.
O livro conta a história do melhor agente coletor formado pela Credit Union e de como as ironias do destino o tornam alvo do próprio sistema que ajudou a construir.
Uma milagrosa tecnologia chamada "artiforgs", permite reproduzir articialmente qualquer órgão do corpo humano. Praticamente indestrutíveis, os novos órgãos de metal e plástico são aparentemente muito mais confiáveis e eficientes do que os rins falíveis e os pulmões sujeitos a câncer. A Credit Union, responsável pela comercialização dessas maravilhas, proporciona a todos um sistema de pagamento viável.
Mas é importante ressaltar que, em casos de inadimplência, um dos dedicados profissionais da companhia fará uma rápida visita, extrairá o produto e o levará de volta imediatamente. Fígado, coração, rim, pulmão, pâncreas, o que seja.


Já deu para sentir como vai ser a história né. Só pela sinopse e o trailler já dá vontade de começar a ler agora antes da estreia do filme, que está prevista no Brasil para 17 de setembro. No elenco: Jude Law, Alice Braga e Forest Whitaker, entre outros. Dá só uma olhada no trailler.
Beijos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sete de Paus - Policial com humor e as fatídicas notas de rodapé

Olá, pessoal


Já dei duas dicas de livros do Mário Prata aqui no blog, e hoje vai mais uma. Acompanho as obras deste escritor e cronista há anos, e o livro de hoje é uma mistura de policial e comédia, gêneros em que o autor se sai muito bem.

Em Sete de Paus, o leitor se sente lendo um clássico policial, digno de Agathe Christie e Edgar Alan Poe, com muito mistério, investigação e uma pitada gigantesca do humor inteligente de Mário Prata. Me peguei dando gargalhadas no sofá, vê se pode.

A trama começa quando Hans Schneider, professor da Universidade Federal de Florianópolis, de reputação inabalável, aparece morto com um tiro na testa e com o próprio pênis enfiado na boca. Imagina a cena!

Na sua virilha, há uma carta de baralho: o sete de paus. Durante a investigação, feita pelo o agente federal Ugo Fioravanti Neto, nosso protagonista, ocorre outro assassinato com as mesmas características. Seria um serial killer?

Qual o motivo e, principalmente, quem estaria por trás desses crimes?

Fioravanti, velho de guerra, trabalha com seu jovem parceiro Darwin Matarazzo, e se envolve em situações engraçadas. Além do texto hilário e misterioso, o que chama a atenção são as notas de rodapé, presentes em muitas páginas, para explicar os personagens novos, as ações, os verbetes, ou mesmo para uma observação do escritor. As notas fizeram toda a diferença no livro, portanto, não deixem de lê-las, pois o livro não seria nada sem as notas de rodapé. Vão por mim.

Lançamento

Pessoal, só para vocês saberem, o Mário Prata lançou este ano pela Editora Leya o segundo livro com o Ugo Fioravante que se chama Os Viúvos: Uma História com o Detetive Fioravante.
Este ainda não li, mas depois que ler posto as impressões aqui

Boa leitura. Depois me digam se gostaram.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Literatura leve de férias: O Garoto no Convés

O autor irlandês John Boyne ficou conhecido no Brasil e no mundo pelo comovente livro O menino do pijama listrado, que inclusive já falei dele aqui no blog. Desta vez vou falar do seu segundo livro editado no país, e que merece tanto destaque quanto o primeiro: O Garoto no Convés.

Como fez em O menino do pijama listrado, Boyne contou uma história real através do ponto de vista de uma pessoa participa de acontecimentos importantes mas não entende muito bem o que se passa a seu redor. Além disso, o autor usa uma linguagem linear, simples e ágil,que contagia tanto adultos quanto adolescentes. Demorei um pouco para abrir as páginas mas agora estou naquela situação em que não consigo mais fechar o livro.

O personagem principal é um adolescente órfão de 14 anos, John Jacob Turnstile, que vivia nas ruas da Inglaterra de 1788, praticando pequenos furtos para sobreviver. Ao roubar o relógio de um fidalgo, vai preso. Mas o mesmo se compadece e o tira da prisão e o coloca a bordo de um navio para trabalhar.

Este navio é o HMS Bounty, que em abril de 1789, sofreu uma rebelião dos tripulantes. Semanas após concluir no Thaiti uma missão de coletar mudas de fruta-pão para alimentar os escravos nas colônias inglesas, o capitão do navio de guerra foi trapaceado pelos seus tripulantes, em uma revolta que ficou conhecida na Europa. O capitão William Bligh foi deixado em um bote em alto-mar junto com os marinheiros ainda fiéis a seu comando.
Sem comida , o grupo enfrentou 48 dias em alto mar até alcançar a costa do Timor.

Jonh participa desta aventura e acompanha cada detalhe, e relata tudo em primeira pessoa. É um personagem carismático, humano e a cada capítulo em que ele aprende uma lição da vida, nós aprendemos com ele. Uma lição de dever, disciplina, aprendizado e companheirismo. Apaixonante!

O autor irá lançar um livro na Bienal do Livro de SP, até onde sei a história dessa vez se passa entre os czares da Rússia. Já estou contando os dias.

O livro foi editado no Brasil pela Companhia das Letras, tem 496 páginas e custa em média R$ 30 a R$ 45.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Faces da Verdade - Você, jornalista, revelaria sua fonte?

Quem é jornalista sabe que ao entrar na faculdade de jornalismo, temos a utopia de construir um lugar melhor, tudo o que queremos é mudar o mundo, fazer matérias de preferência políticas que desvendem algum escândalo. Mesmo na era da internet pesquisas comprovam que todo foca sonha em trabalhar no jornal impresso. Simplesmente porque temos em nosso imaginário aquela aura folhetinesca das redações nos anos 30, 40 e 50, em que o repórter se fazia na prática, com poucos recursos tecnológicos mas com o melhor jornalismo investigativo.
A fonte sempre foi matéria-prima do repórter, e não sites e blogs, como acontece hoje. Os jornalistas antes se pautavam pelas confiáveis fontes que iam conquistando ao longo da carreira, e delas derivaram as principais matérias jornalíticas, os maiores furos e as melhores histórias. E fonte nunca deve ser revelada, pois é ela que praticamente abastecia os jornais de notícias, e o sigilo era fundamental para ela continuasse a fornecer os dados que o repórter precisava. Revelar a fonte sempre foi proibido, isso é lição número 1 na faculdade.
Há umas duas semanas vi um filme que fala justamente sobre a importância de nunca revelar a fonte, por qualquer motivo que seja. O filme já está até em pauta nas salas de jornalismo, pelo que andei sabendo.
Se chama Faces da Verdade ( Nothing but the truht/ 2010) direção de Rod Lurie e com Katie Beckinsale, Matt Dilon e Vera Farmiga no elenco.
Baseado em fatos políticos atuais, a história gira em torno da jornalista política de um grande jornal do EUA, Rachel Armstrong (Kate) que descobre um escandâlo político que pode abalar as estruturas americanas através de uma fonte, segundo ela, super segura e confiável. Pressionada pelo governo, representado pelo promotor federal Patt Dubois ( Dilon), a revelar sua fonte, a jornalista segue seus prinícipios e em todos os julgamentos mantém-se firme no propósito de não contar de onde vazou a preciosa informação.
Ela passa por pressões psicológicas, vai presa e mesmo assim não revela a fonte.
Inspiração para os jornalistas que trabalham nesta área e sabem como é difícil conquistar uma fonte confiável e fazer jornalismo investigativo nos dias de hoje.
A última cena do filme mostra ela conversando com a fonte, e daí entendemos porque ela se recusou tanto a revelar.
O filme já está em DVD nas locadoras. Quem resolver conferir, bom filme e boas reflexões.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Medo e Delírio! Onde mesmo?

Medo e Delírio em Las Vegas é um filme ótimo (para quem gosta de filmes alternativos, claro), baseado no livro do mesmo nome do jornalista  norte-americano Hunter Thompson. Este, que ficou conhecido como o criador do Jornalismo Gonzo, após fazer uma viagem a Las Vegas em um carro cheio de drogas. Seu relato sobre o evento que iria cobrir, uma corrida automobilística, se não me engano, mistura ficção alucinógica provacada pelas drogas e a realidade.
O filme e livro é assunto que fica para outro post. Neste deixo apenas esta ótima charge do Galhardo satirizando o filme e a terra Natal do nosso presidente. Super!