Pessoal
Li há um tempinho já um livro curtinho e ótimo do Mario Vargas Llosa. Adoro esse escritor, tanto que um dos meus livros favoritos é dele: Travessuras da Meniná Má. (Outro dia falo dele)
Mas hoje eu vou falar de outro livro, mais polêmico e bem instigante, se chama O elogio da madrasta. O livro conta a história de um casal que vive em plena paixão. Lucrécia tem 40 anos e não perdeu a lascívia e sensualidade, e Dom Rigoberto está em seu segundo casamento e foi com Lucrécia que descobriu os prazeres da carne. O único empecilho dessa união parecia ser o filho de Rigoberto, Alfonso, na época com 12 anos, que era apegado demais à mãe e no começo resiste ao apelo de Lucrécia de se tornar uma boa madrasta para ele.
Aos poucos Lucrécria conquista a simpatia do menino, mas o que era apenas uma amizade passa a virar uma paixão carnal também do menino por ela, o que acaba por desestabilizar uma vida que parecia estar em perfeita harmonia.
Mário Vargas Llosa constrói uma história digna de Nelson Rodrigues, com forte apelo sexual e final surpreedente. É uma Lolita às avessas. O livro é muito bom, com história que fica marcada, essa explosão vem em apenas 160 páginas. Na hora que fica bom o livro acaba, dá até dó.
Quem ler espero que goste.
Beijos
Este é um blog onde divago sobre cinema e livros em minha vida. As opiniões aqui expressas são única e exclusivamente minhas.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O elogio da madrasta
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Una noche a la mexicana
Olá, pessoal
Não acompanhei o Miss Universo ontem, mas peguei o finalzinho, bem quando estavam anunciando a Miss México. Como não vi as outras, achei a escolha justíssima, principalmente em relação a oponente jamaicana.
Antes de zapear e pegar a coroação da beldade, eu estava justamente lendo um romance de um escritor mexicano, David Toscana, que eu não conhecia mas já tinha ouvido falar, porque a crítica tem dito o que ele e Roberto Bolaño são os escritores latino-americanos do momento.
O livro se chama O último leitor, e conta a história de um corpo de uma menina que é encontrada no poço do jovem Remigio, que mora em Icamole, uma cidade pobre e seca no interior do México. Em vez de entregar o corpo à polícia, o jovem enterra a menina debaixo de seu abacateiro. Ele conta com a ajuda e sigilo de seu pai Lúcio, um bibliotecário apaixonado por livros, que vê na menina morta uma semelhança com a menina de um romance que ele adora, chamado A morte de Babette. Tanto que sempre chama a menina de Babette, até conhecer a mãe da garota e descobrir que ele também adora esse livro e conta que sua filha, que na verdade se chama Anamari, tem semelhanças físicas e psicológicas de Babette.
O livro em si é bom, mas precisa ser lido com bastante cuidado, pois sua narrativa não é nadinha linear, e o autor mescla o enredo principal com histórias que Lúcio lê nos livros. Então ora ele está lendo, e as histórias dos livros são contadas como se fosse ação presente, mas na verdade é o ato da leitura de Lúcio, ora ele está no momento presente, e sempre comparando a realidade com os livros que lê. Como sua biblioteca é falida, e ele se recusou a fechar mesmo com ordem do governo, Lúcio passa os dias lendo, e separando livros que devem ir para as estantes e livros que devem ser condenados ao esquecimento, e segundo seu crivo, ninguém deve ler.
São 159 páginas densas, mas uma leitura bem inovadora e agradável.
Quem se arriscar, espero que goste! Beijos

Enquanto a Miss México era coroada, eu finalizava a leitura do escritor mexicano David Toscana.
Não acompanhei o Miss Universo ontem, mas peguei o finalzinho, bem quando estavam anunciando a Miss México. Como não vi as outras, achei a escolha justíssima, principalmente em relação a oponente jamaicana.
Antes de zapear e pegar a coroação da beldade, eu estava justamente lendo um romance de um escritor mexicano, David Toscana, que eu não conhecia mas já tinha ouvido falar, porque a crítica tem dito o que ele e Roberto Bolaño são os escritores latino-americanos do momento.
O livro se chama O último leitor, e conta a história de um corpo de uma menina que é encontrada no poço do jovem Remigio, que mora em Icamole, uma cidade pobre e seca no interior do México. Em vez de entregar o corpo à polícia, o jovem enterra a menina debaixo de seu abacateiro. Ele conta com a ajuda e sigilo de seu pai Lúcio, um bibliotecário apaixonado por livros, que vê na menina morta uma semelhança com a menina de um romance que ele adora, chamado A morte de Babette. Tanto que sempre chama a menina de Babette, até conhecer a mãe da garota e descobrir que ele também adora esse livro e conta que sua filha, que na verdade se chama Anamari, tem semelhanças físicas e psicológicas de Babette.
O livro em si é bom, mas precisa ser lido com bastante cuidado, pois sua narrativa não é nadinha linear, e o autor mescla o enredo principal com histórias que Lúcio lê nos livros. Então ora ele está lendo, e as histórias dos livros são contadas como se fosse ação presente, mas na verdade é o ato da leitura de Lúcio, ora ele está no momento presente, e sempre comparando a realidade com os livros que lê. Como sua biblioteca é falida, e ele se recusou a fechar mesmo com ordem do governo, Lúcio passa os dias lendo, e separando livros que devem ir para as estantes e livros que devem ser condenados ao esquecimento, e segundo seu crivo, ninguém deve ler.
São 159 páginas densas, mas uma leitura bem inovadora e agradável.
Quem se arriscar, espero que goste! Beijos
Enquanto a Miss México era coroada, eu finalizava a leitura do escritor mexicano David Toscana.
Marcadores:
david toscana ultimo leitor mexico
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Dogville
Ontem tive o prazer de assistir pela segunda vez um dos meus filmes favoritos, e um dos melhores filmes já produzidos: Dogville (2003). A primeira vez que assisti foi logo em 2004 , e lembro do impacto que o filme causou em mim. Poucos filmes fazem isso, pode ter certeza. Conte nos dedos os filmes que realmente te impressionaram ou mudaram sua visão de mundo. Pra quem ainda não viu, essa é a dica de hoje.
Dirigido por Lars Von Trier, um dos diretores mais polêmicos da atualidade, o filme é forte, moralmente falando. Não tão forte quanto Anticristo, que mostra mutilações físicas, mas Dogville mostra mutilações humanas, comportamentais e morais.
O filme se passa numa cidadezinha minúscula no interior dos EUA na época da grande depressão (1930 mais ou menos). Uma desconhecida (Grace, interpretada por Nicole Kidman) aparece na cidade fugindo de gângsters, e pede apoio dos moradores para se esconder, pois está sendo caçada. Para acolher a jovem na vila, os moradores fazem exigências, e um deles sugere que ela doe uma hora do seu dia para cada um e ajude em alguma tarefa. Mas não há muitas coisas a serem feitas na cidade pacata, mas mesmo assim os cidadãos dão atividades para ela. O tempo vai passando e essas atividades acabam se tornando um trabalho escravo, e a cada vez que a polícia ou os gângters aparecem na vila, os moradores se sentem ameaçados e punem Grace com mais trabalho, menos salário, humilhações, estupro, ou seja, caem as máscaras e os amáveis vizinhos mostram seus dentes.
Para quem não assistiu, o filme tem um final forte e surpreendente. Além de uma ótima história, que desvenda a imundície, a fraqueza e nuances da personalidade humana, a estética do filme é toda especial. Ele foi gravado dentro de um teatro, e a vila e as casas eram separadas apenas por linhas divisórias no chão, com o nome de cada local ou família. As ações podem ser acompanhadas de uma vez e sem paredes e cenários, apenas com pequenos objetos, os espectadores focam sua atenção na narrativa, o que torna o filme mais denso.Quem estiver disposto a sentar no sofá por 3 horas, tenho certeza que não vai se arrepender.
Beijos
Ah, o trailler, só achei com legenda em espanhol.
Dirigido por Lars Von Trier, um dos diretores mais polêmicos da atualidade, o filme é forte, moralmente falando. Não tão forte quanto Anticristo, que mostra mutilações físicas, mas Dogville mostra mutilações humanas, comportamentais e morais.
O filme se passa numa cidadezinha minúscula no interior dos EUA na época da grande depressão (1930 mais ou menos). Uma desconhecida (Grace, interpretada por Nicole Kidman) aparece na cidade fugindo de gângsters, e pede apoio dos moradores para se esconder, pois está sendo caçada. Para acolher a jovem na vila, os moradores fazem exigências, e um deles sugere que ela doe uma hora do seu dia para cada um e ajude em alguma tarefa. Mas não há muitas coisas a serem feitas na cidade pacata, mas mesmo assim os cidadãos dão atividades para ela. O tempo vai passando e essas atividades acabam se tornando um trabalho escravo, e a cada vez que a polícia ou os gângters aparecem na vila, os moradores se sentem ameaçados e punem Grace com mais trabalho, menos salário, humilhações, estupro, ou seja, caem as máscaras e os amáveis vizinhos mostram seus dentes.
Para quem não assistiu, o filme tem um final forte e surpreendente. Além de uma ótima história, que desvenda a imundície, a fraqueza e nuances da personalidade humana, a estética do filme é toda especial. Ele foi gravado dentro de um teatro, e a vila e as casas eram separadas apenas por linhas divisórias no chão, com o nome de cada local ou família. As ações podem ser acompanhadas de uma vez e sem paredes e cenários, apenas com pequenos objetos, os espectadores focam sua atenção na narrativa, o que torna o filme mais denso.Quem estiver disposto a sentar no sofá por 3 horas, tenho certeza que não vai se arrepender.
Beijos
Ah, o trailler, só achei com legenda em espanhol.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Festival de Blues em Ribeirão Preto
Pessoal, segue uma matéria minha que foi publicada no www.ribeiraopretoonline.com.br. sobre o Sesc ´N´Blues, festival de blues que acontece todo ano e traz diversas bandas nacionais e internacionais para a cidade. Ainda tem mais hoje e amanhã.
Quinta-feira gelada em Ribeirão Preto. Mesmo assim os amantes do blues foram conferir a abertura do festival que acontece sempre em agosto na cidade. O Sesc N´Blues, tradicionalmente realizado no Teatro de Arena, pelo segundo ano consecutivo foi realizado no Ginásio de Esporte do Sesc. Segundo os organizadores, a estrutura do Teatro está precária para abrigar o evento.
Duas atrações abriram o festival na quinta-feira (19/8) . Ari Borger Quartet, que fez um show instrumental para os amantes do blues mais pop, com batidas mais ritmadas e dinâmicas. Formado por Ari Borger - órgão, Celso Salim - guitarra, Humberto Zigler - bateria e Marcos Klis - baixo acústico e elétrico, o Ari Borger Quartet faz o show de lançamento do CD “Backyard Jam”, terceiro álbum do grupo com mistura de blues, soul, jazz e música brasileira.
Após intervalo comandado pelo mestre de cerimônias Théo Werneck, o norte-americano Johnny Nicholas sobe ao palco, juntamente com a banda sãocarlense Blues The Ville, e agita a plateia com baladas típicas do blues texano. O cantor, guitarrista e gaitista já tocou e gravou com os grandes nomes do blues, como Big Walter Horton.
O Festival de Blues tem atrações ainda nesta sexta e sábado.
Ari Borger Quartet
Johnny Nicholas com Blues The Ville
Instrumental e blues texano marcam o primeiro dia do Sesc ´N´Blues
Quinta-feira gelada em Ribeirão Preto. Mesmo assim os amantes do blues foram conferir a abertura do festival que acontece sempre em agosto na cidade. O Sesc N´Blues, tradicionalmente realizado no Teatro de Arena, pelo segundo ano consecutivo foi realizado no Ginásio de Esporte do Sesc. Segundo os organizadores, a estrutura do Teatro está precária para abrigar o evento.
Duas atrações abriram o festival na quinta-feira (19/8) . Ari Borger Quartet, que fez um show instrumental para os amantes do blues mais pop, com batidas mais ritmadas e dinâmicas. Formado por Ari Borger - órgão, Celso Salim - guitarra, Humberto Zigler - bateria e Marcos Klis - baixo acústico e elétrico, o Ari Borger Quartet faz o show de lançamento do CD “Backyard Jam”, terceiro álbum do grupo com mistura de blues, soul, jazz e música brasileira.
Após intervalo comandado pelo mestre de cerimônias Théo Werneck, o norte-americano Johnny Nicholas sobe ao palco, juntamente com a banda sãocarlense Blues The Ville, e agita a plateia com baladas típicas do blues texano. O cantor, guitarrista e gaitista já tocou e gravou com os grandes nomes do blues, como Big Walter Horton.
O Festival de Blues tem atrações ainda nesta sexta e sábado.
Ari Borger Quartet
Johnny Nicholas com Blues The Ville
Marcadores:
blues johnny nicholas ari borger sesc
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Gaiola das Cabeçudas - "Li tudo do Leon Tolstói"....
Pessoal
Ontem vi esse vídeo quando cheguei em casa na MTV e achei engraçadíssimo. Marcelo Adnet e grupo do Comédia MTV fazem uma paródia das dançarinas de Funk, criam o grupo "Gaiola das Cabeçudas" e cantam funk com referências dos maiores escritores e artistas mundiais. Ficou show! Olhem só.
Ontem vi esse vídeo quando cheguei em casa na MTV e achei engraçadíssimo. Marcelo Adnet e grupo do Comédia MTV fazem uma paródia das dançarinas de Funk, criam o grupo "Gaiola das Cabeçudas" e cantam funk com referências dos maiores escritores e artistas mundiais. Ficou show! Olhem só.
Assinar:
Postagens (Atom)


