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sábado, 11 de setembro de 2010

A Saga Otori - O Piso-Rouxinol

Oi, pessoal
Já é sábado e a última vez que postei foi no feriado. A semana foi muito corrida e mal tive tempo pra nada. Mas hoje passei pra deixar uma dica de leitura, já que as últimas foram de cinema. Eu li o primeiro livro de uma trilogia, A Saga Otori, que terminei na semana passada, e achei a história super interessante, pois foge dos modismos que temos por aí. Esse livro se chama O Piso-Rouxinol. Não sei como vocês escolhem livros pra ler, mas eu tenho inúmeras formas: ou gosto do autor, ou vou pelo título, ou já tenho informações antecipadas, ou escolho no uni duni tê,entre outros. Esse livro foi assim. Entrei na biblioteca, e no uni duni tê escolhi esse. Gostei da capa, e ao ler a sinopse vi se tratar de uma trilogia (que na verdade são quatro, pois o quarto livro estava ali junto com os outros três).
Dei uma desanimada, porque ando meio preguiçosa com trilogias ou continuações. Tudo hoje é assim, tanto no cinema quanto na literatura, e às vezes o fim de um livro ou filme já basta pra mim, talvez seria melhor sem as continuações. E outra, é como se fosse assistir uma novela, exige tempo, dedicação e acompanhamento, o que ultimamente tenho pouco, por conta da alta carga de estudos e teorias que preciso ler.
Bom, decidi levar mesmo o livro ao ver que se tratava de uma história que se passa entre clãs japoneses no período feudal. Conta a história de um jovem chamado Tomasu, que tem seu clã ( os Ocultos) destruído pelo clã rival pois seus familiares tinham poderes e eram mais espiritualizados. Ele salva a vida de um chefe de outro clã, Shigeru Otori ( do clã Otori) , e este o adota como filho em gratidão. Aos poucos Tomasu, que passa a se chamar Takeo, percebe que tem poderes extrassensoriais muito fortes, e isso pode ser de ajuda tanto para o clã que o adotou quanto para si próprio. Ele é treinado em arte de guerra de todas as formas para se proteger do inimigo e proteger seu clã.
Em meio a esses treinamentos, ele descobre o amor ao apaixonar-se pela noiva prometida ao seu pai adotivo. Mas o noivado não era por amor e sim por interesses de união e parcerias entre os clãs.
Adorei a proposta do livro, uma história bem diferente do que vemos por aí hoje em dia. Fora que dá para aprender bastante sobre a cultura do japão feudal, tão distante da nossa, pelo menos da minha.
A escritora é uma britânica chamada Lian Hearn, que é uma estudiosa dos hábitos e culturas do Japão.
Se vou ler os outros 3 livros? Claro que vou, não sei se já, mas vou sim e depois prometo contar.
Bom sábado!